| Agressividade Felina |
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| Sex, 06 de Maio de 2011 17:50 |
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Eu tenho paixão por animais e experiência com cães e gatos no trabalho com a Terapia Floral. Por esses motivos o tema do trabalho de pesquisa que desenvolvi para a pós-graduação em Terapia Floral foi Agressividade Felina.
No trabalho de pesquisa foi desenvolvido um tratamento para dois gatos, um macho e uma fêmea adultos, agressivos entre si ao longo de quatro meses com sessões a cada 15 dias. Com cada um deles foi feito um trabalho individualizado além de um trabalho para o grupo de uma forma geral, já que havia outros gatos, sendo 5 no total. A fêmea adulta era a mais agressiva entre os dois gatos participantes desse estudo e segundo dados da APBC (Association of Pet Behaviour Counsellors) a agressividade é um problema comportamental que entre os felinos é visto com mais freqüência em fêmeas. Qualquer outro gato que se aproximasse dela, mesmo que sem contato físico ou visual, era visto como uma ameaça e imediatamente atacado. Já o macho mais jovem tinha a agressividade especificamente direcionada à fêmea adulta participante do estudo e não aos outros gatos com os quais ele convivia, sendo que essa fêmea foi o último animal a ser introduzido no grupo. Uma importante observação feita sobre a dinâmica desse grupo durante o estudo é que o animal mais fraco e vulnerável se tornou o alvo dos outros, que o agrediam ou intimidavam depois que a fêmea adulta e dominante o agredia, mesmo que não houvesse motivo aparente. Os outros gatos agrediam o animal mais fraco por imitação da fêmea adulta que participou do estudo, já que quando não havia agressão por parte dela também não havia por parte de nenhum outro e segundo a proprietária dos animais antes da chegada dessa gata nunca houve agressividade entre nenhum dos animais, pelo contrário, tinham uma convivência bastante harmônica. Isso pode ser observado não só nesse caso de agressividade entre felinos, mas em inúmeros outros. Quando a introdução de um novo gato interfere no equilíbrio do grupo a tendência é que o gato mais fraco e vulnerável que o dominante tenha como alvo se torne também alvo dos outros. Nesse estudo, em função não só da agressividade apresentada pelos dois gatos participantes do estudo, mas também da observação feita na primeira sessão sobre a agressão ou intimidação por imitação, um processo semelhante ao bullying, o aspecto mais abordado ao longo do trabalho com as essências florais foi a compaixão com essências como a Quaresmeira Rosa e Manacá da Serra, do sistema brasileiro Filhas de Gaia (link), e o composto Compaixão, também do sistema Filhas de Gaia. Segundo a pesquisadora Maria Grilo, criadora desse sistema, o composto proporciona “abertura do coração para o amor incondicional e para a compaixão para conosco e para com o próximo.” Esse composto foi usado por ambos os gatos participantes do estudo e por conseqüência também pelos outros porque foi recomendado que o composto fosse colocado na água já que seria inviável administrar individualmente. O resultado obtido com as respostas do questionário ao término do trabalho com as essências florais mostra uma grande e evidente melhora tanto na agressividade quanto no comportamento social de uma maneira geral em ambos os gatos. Com apenas 15 dias de uso das essências florais, já na segunda sessão realizada, foi possível perceber claramente uma melhora no comportamento de ambos, mas especialmente da fêmea que era a mais agressiva entre os dois. Na primeira sessão a agressividade era muito evidente, mas da segunda sessão em diante a melhora só se acentuou até o fim do trabalho. A Terapia Floral se mostrou mais uma vez como uma alternativa que não só atenua, como já era esperado, como pode resolver com eficácia a agressividade entre os gatos. Para o trabalho com grupos de animais, especialmente quando há agressividade e o grupo como um todo vive sob estresse pela constante intimidação, demonstrações de dominância e brigas, eu sugiro sempre abordar o grupo e dependendo do caso um ou dois indivíduos separadamente, na maior parte dos casos os dominantes. Para tratar grupos devem ser priorizadas essências e compostos que atendam à necessidade do grupo e não de cada animal individualmente ou de um ou outro somente. A fórmula deve ser bem estruturada e não deve interferir nas relações de dominância do grupo, deve apenas equilibrá-las e ter como objetivo uma convivência harmônica. É comum que as pessoas considerem usar a essência Vine do sistema de Bach para o trabalho com grupos de animais que apresentam agressividade, mas eu não indico o uso dessa essência para trabalhar grupos, somente para trabalhar animais individualmente, porque é grande a possibilidade dessa essência trazer uma mudança na dinâmica do grupo e fazer com que ocorram novas disputas por território e dominância que antes não existiam ou acirrar ainda mais as já existentes. Ao invés de usar Vine o ideal é optar por essências e compostos que trabalhem a compaixão, a dificuldade de se relacionar, a tolerância, a aceitação, etc. Para cada caso diferentes compostos e essências serão necessários e as fórmulas devem ser estruturadas levando em consideração as particularidades do caso, desde a história de cada animal e as características que propiciam a agressividade, como animais ciumentos ou os hiperativos, em que ordem cada animal foi introduzido no grupo, o nível de agressividade, etc. Compostos como o Compaixão, Fraternidade e essências como Manacá da Serra e Quaresmeira Rosa são muito usadas nesses casos, mas devem ser escolhidas e utilizadas com critério sempre avaliando as necessidades e prioridades de cada caso. Estou à disposição para dúvidas, discussão de casos e consultas através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. |
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